Prazer em conhecê-la!


Acabei de conhecer essa mulher, e estou encantada.

Ela chegou devagarinho, meio desconfiada e assustada, mas inteira cheia de coragem de viver e fazer a sua existência especial. Por várias vezes ela buscou ser especial através dos olhos dos outros, e essa foi a sua bússola durante um bom tempo, mas nunca se sentia completa.


Com as experiências e aprendizados, aos poucos foi percebendo que a grande questão não era ser apenas especial para os outros, mas acima de tudo, percebeu que para ser especial bastava ser ela mesma e mesmo sem a aprovação ou o apoio de todos, se bancar nas suas escolhas, se bancar nos seus objetivos e jamais deixar de viver os seus próprios valores.


Quando ela se aprova, quando ela se apoia, quando ela se ama, ninguém a segura. Pra ser especial, bastava ela ser quem ela escolhesse ser, com a humildade de ser sempre ela mesma, mas nunca a mesma. Ser especial é saber um pouco melhor a própria medida para se posicionar sem se anular, para dar colo sem se perder de si, para abrir o coração sem exigir nada em troca. É saber muita coisa e ao mesmo tempo saber que pouco sabe perto da infinitude de possibilidades da vida.


Ser quem você escolhe ser é igualmente libertador e cheio de responsabilidades. Envolve muita consciência de si, acima de qualquer outra coisa. Envolve muita humildade e confiança na vida. É saber que os caminhos tortuosos são aqueles mais repletos de tesouros. E tesouros não são fáceis de achar. Não são pra qualquer um, mas são pra todos que se dispuserem a fazer o que é preciso para encontrá-los. E quanto mais busca os tesouros, mais se desenvolve, mais se aperfeiçoa e quando percebe, ela já se misturou com esse monte de belezas e riquezas que na verdade, sempre estiveram dentro dela! E quando ela perde as chaves desse acesso, é só se relembrar do que quer, onde quer chegar, que logo se recobra, se alinha, e segue em frente, com um raladinho a mais, e muita, mas muita luz agregada.


Ela que não se preocupa no como faz cada coisa que faz, porque pra ela, o fazer não é mecânico: é sentido, é vivido, é existido.