Por que temos tanto medo do novo?


Quando perguntamos às pessoas o que elas mais buscam na vida, a maioria das respostas é sobre ter estabilidade, segurança. Isso é o que a maioria de nós deseja. Mesmo sem saber ainda como fazer, ou qual a melhor maneira de chegar onde queremos, ficar parado não é uma possibilidade se queremos chegar em algum lugar. Parece óbvio isso?


Quantas vezes deixamos as coisas pra depois? Quantas vezes queremos apenas ficar quietos especialmente quando fica tudo muito estressante, e até pensamos em sumir? Quantas vezes o mundo lá fora, em forma de situações desconfortáveis, nos convida à nos superarmos? Quantas vezes é a nossa própria inquietude interna que nos incomoda, sinalizando que existem coisas que precisam ser realizadas?


Independente do estímulo ser externo ou ser interno, todos eles são faíscas, são sinais, indicadores de que algo que precisa ser feito, não está sendo feito por nós mesmos.


Mas o quê exatamente? Pra onde? De que forma? Por onde começar?

Essa nem Google responde, por uma questão bem simples: é um chamado individual e subjetivo e as respostas estão dentro de cada um de nós, não existe uma única “resposta certa”, e é possível que a gente encontre ainda mais perguntas! Mesmo que cada um de nós use o mesmo nome do goal, o significado dessa palavra e a forma como cada um a entende, chegar até lá é única.


É aí que a gente pode se perder, quando tenta se comparar com os outros; mas é também aí onde a gente pode se encontrar, escutando a si próprio e criando a própria história. Única.


A sensação de estar perdido ou de não pertencer a determinados grupos podem ser sinalizadores de caminhos por onde você não quer ir e esse já é um começo para ajustar a própria rota. São os seus parâmetros, e não os dos outros, que te levarão mais perto de onde deseja. Os parâmetros dos outros nos ajudam a enxergar outros pontos de vista, mas ainda assim, são dos outros. E você só chega onde deseja quando aprender a entender e se guiar pela própria bússola.


Em momentos de calmaria, onde temos alguma paz e tempo para uma reflexão mais alinhada com nossos valores e desejos, conseguimos enxergar melhor a vida, olhamos os eventos com menos distorções, atentamos aos fatos, e normalmente baseamos as nossas decisões na confiança de tempos melhores, mesmo no mar de incertezas. É aquela situação de fazer o que acredita ser o certo, não necessariamente o mais fácil (e dificilmente o correto será a decisão mais fácil de ser tomada).


Em momentos de stress, onde ficamos mais vulneráveis à tudo, inclusive à opiniões alheias, quando nos sentimos mais expostos e ficamos dominados pelos medos e fracassos, a tendência é decidirmos baseados apenas no medo. Com tantas mudanças já acontecendo, a possibilidade de uma nova mudança parece assustador: é sentida como uma grande ameaça àquela busca de alguma estabilidade que tanto queremos. Nesses momentos, nem sempre tomamos as melhores decisões porque perdemos um pouco do senso de realidade dos fatos, e passamos a considerar que as possibilidades – mais catastróficas – são a realidade mais próxima.


Ou seja, com medo de passar medo, na tentativa de nos proteger do pior, criamos situações catastróficas porque (conscientes ou não) acreditamos que assim teremos controle de algo, e essa sensação mínima poder controlar a vida nos faz muitas vezes mais conservadores na hora de decidir, por exemplo, manter uma situação ruim, só para não precisar mexer e talvez piorar. É não querer abrir mão do controle de uma certeza mesmo que ruim, por qualquer incerteza (mesmo havendo possibilidades de melhorias). Nessas horas esquecemos de um pequeno detalhe: a vida é movimento, e tem sua própria evolução natural! Fazemos parte de uma natureza que independentemente busca iluminação e evolução, mudança é o natural.



Então já que mudar é um fato, inevitável, independente da sua vontade, você prefere ser empurrado ou prefere escolher para onde ir?

Por mais que a gente resista bravamente às mudanças, elas irão acontecer como fluxo natural da vida nos desafiando, e nos convidando a sair da inércia ou zona de conforto (que todos sabemos que nem é tão confortável assim). A vida não desiste nunca e, mais cedo ou mais tarde, precisaremos encarar o que precisa ser encarado, fazer o que precisa ser feito, dizer o não que precisa ser dito, priorizar o que precisa ser priorizado, tomar aquela decisão difícil de optar pelo “correto” ainda que seja a decisão mais difícil que tenha que tomar na vida. Até então.


Os nossos medos são os maiores obstáculos para isso acontecer dentro de nós mesmos. Não falo daquele medo saudável que nos protege de riscos reais. Falo sobre uma overdose de medo que permitimos nos dominar com situações fantasiosas ou exageradas, que apenas nos deixam mais irracionais (burros), mais ansiosos, brigando com tudo e todos; ou fugindo da vida para esperar o caos passar; ou simplesmente congelando (não briga, não foge, apenas paralisa, sem posicionar-se ou participar de alguma possível solução, ativamente). - essa é também uma forma de participar, mesmo quando não quer, ao permitir que outros decidam por você.


Com medo dominando chegamos ao extremo de preferir ouvir “mentiras fofas” do que “duras verdades”, e não apenas nos enganamos, como nos agarramos nessas "histórias" como se fossem certezas absolutas, e “ai” de quem ousar contestar essas “verdades absolutas"! Brigamos com unhas e dentes para defender aquele 'sonho', aquela gotinha de esperança nesse mar de incertezas. É um fenômeno similar a pessoas que estão desidratadas no meio de um deserto e começam a ter alucinações: na imagem de ser uma água bem fresquinha, comem areia na intenção de hidratar seu corpo em profundo stress, mas apenas acaba ainda mais desidratada. Quando chegamos nesse ponto queremos tanto parar tudo, que até a nossa respiração fica curta. Sem perceber nos privamos até nosso próprio oxigênio, e muitas vezes precisamos literalmente de um pronto-socorro para acordar desse transe, e recomeçar do básico: respirar!


Situação bem diferente de quando estamos mais confiantes, sãos, com a respiração mais profunda e as células devidamente oxigenadas. Conseguimos ter discernimento para ponderar os fatos, possibilidades, e enfrentar a realidade independente de quão assustadora possa parecer a princípio.


É quando 'aceitamos' humildemente a vida manifestar-se na sua grandeza, generosidade, movimento e transformação. É quando entendemos que a vida é viva e soberana, e não estamos aqui só para passear: viemos aqui para revelarmos em nós o que temos de melhor e não, a vida não deixaria jamais de inspirar cada um de nós, o tempo todo, a descobrir-se. Ninguém evolui sem mudança, ninguém evolui sem arriscar diferente, ninguém muda só por querer mudar.


Podemos escolher mudar por nossos próprios desejos, quando recebemos pequenas faíscas de inspiração, ou podemos deixar para quando a vida nos empurrar – cada vez mais forte - para que isso aconteça. Postergar a realização de determinadas coisas não nos isenta de precisarmos fazê-las! O que precisa ser feito para esse passo ser dado, será feito. E cada um tem o seu tempo. Não necessariamente temos controle do evento, mas podemos ter algum controle sobre os nossos próprios limites. E à partir daí, ter o discernimento de saber quando estamos respeitando os nossos limites ou quando estamos nos desencorajando a sair do lugar, a sermos muito mais do que imaginávamos, a conquistar muito mais do que conquistamos, a experimentar desafios cada vez maiores como oportunidades de sentir a própria força.


O fato é que a estabilidade que tanto buscamos não é algo definitivo: é uma condição temporária, um platô para nos abastecermos após uma escalada e seguirmos mais fortes para a próxima. O novo é um grande convite de fazermos diferente, de expandirmos nossa visão de nós mesmos e enfim, aprendermos a apreciar e participar do mundo de infinitas possibilidades. E a única impossibilidade é ficar parado.


Permita que a expressão das suas belezas prevaleça sobre o medo que te aprisiona. Essa é a maior das seguranças que podemos nos proporcionar: a segurança de pertencermos a nós mesmos e nos permitirmos ser especiais como somos, num universo sinônimo de movimento. Se movimento é a regra, que sejam movimentos que demonstrem mais das nossas forças e belezas e, um a um, cada ser vivo seja capaz de construir-se para juntos, construirmos os melhores cenários que podemos ter. Não sem desafios, mas sim, com muita superação.


Conquistamos o equilíbrio entre um passo e outro, em movimento.

É na superação contínua e consistente que fazemos a jornada valer a pena.




Paula Castro



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