Seu sucesso depende do seu foco


Um dos termos mais poderosos que já ouvi para classificar o mercado de trabalho nesta fase econômica do século XXI é a Era da Informação. Numa visão otimista, representa a descentralização do poder, pois o acesso à informação se tornou mais democrático e o mundo digital nivelou o jogo. Qualquer pessoa consegue acessar informação sobre qualquer assunto, o que, teoricamente, nos faria mais produtivos, mais inteligentes, mais capazes de decidir.


O outro lado desta equação é considerar que temos tanta informação que somos bombardeados por uma avalanche de dados sobre qualquer assunto e, sem perceber, estamos nos afogando nesse oceano enquanto, ao mesmo tempo, continuamos sedentos.


O que era para ser informação se tornou uma cacofonia de imagens e palavras de várias fontes que competem entre si para conseguir nossa atenção. Informação demais sobre tudo deixa de ser informação e se torna barulho.


Assim, nesta “era de excesso de informação” estamos vendo o efeito colateral deste excesso: pessoas confusas, distraídas, desfocadas, assoberbadas, brincando (sem conseguir) de ter focos múltiplos.


Neste mundo onde precisamos ser cada vez mais produtivos, estamos perdendo mais tempo com retrabalho, com correção de erros básicos. Em pesquisas que fazemos com as centenas de gestores que participam de nossos cursos, muitos alegam que a maior parte dos erros cometidos hoje em dia é fruto de distração. Não é fruto de incompetência ou falta de inteligência, simplesmente fruto de não prestar atenção ao que se está fazendo.


O desastre

Recentemente tivemos dois casos emblemáticos, em eventos importantes onde o mais grandioso de tudo foi o erro que se cometeu no auge do evento. O erro em si se tornou o protagonista.


Um destes foi o anúncio da vencedora errada na final do Miss Universo e o outro foi o anúncio errado do vencedor do melhor filme no Oscar. O erro foi tão chocante e em momento tão importante que conseguiu dominar o resto do evento. No concurso, as mulheres mais lindas do mundo. Na premiação, as maiores celebridades do mundo de cinema. Mas tudo isso se tornou secundário. O que ficou gravado na mente das pessoas foi o erro.


Nos dois casos o erro foi gerado por falta de foco, por informação transmitida de forma distraída. Principalmente no Oscar, onde se descobriu que um dos representantes da empresa de contabilidade (contratada justamente para evitar que erros aconteçam), responsável por entregar o envelope com o nome do vencedor, estava enviando fotos das celebridades em redes sociais, nos minutos que antecederam o erro.


Veja bem, a tarefa era apenas entregar um simples envelope, que seria lido na frente de bilhões de pessoas. Mas o cérebro estava muito ocupado com distrações ...


De quem é a culpa

Ao invés de pessoas bem-informadas e decididas, a imagem que mais representa esta nossa era da informação é outra: imagens de pessoas que se esbarram na rua constantemente porque estão distraídas digitando em seus celulares; pessoas que caem de despenhadeiros porque queriam tirar selfie e não viram onde estavam pisando; imagens de acidentes de trânsito causados por pessoas digitando enquanto dirigem.


Para ser justo, as redes sociais não devem ser culpadas por tudo. Elas são apenas mais um dos milhares de estímulos que as pessoas recebem. As pessoas não se tornaram desfocadas em função da tecnologia. As pessoas já tinham falta de foco, a tecnologia apenas acentuou o que já existia.


Porque isso interessa a você?

Porque o ser humano se torna bom em tudo o que ele pratica.

Se você entrar no ritmo distraído das pessoas e começar a ter os mesmos hábitos, praticará a distração e se tornará mestre ser distraído. E, sem perceber, esta forma de funcionar afetará a capacidade de decidir, a capacidade de se manter em um objetivo a longo prazo, a capacidade de ter sucesso, seja na empresa ou em manter um casamento, ou até mesmo numa simples dieta.


Sucesso requer muitas habilidades mas, sem foco, a pessoa não consegue nem iniciar a jornada.


Nunca me esqueço de um cliente de anos atrás nos EUA que me pediu ajuda porque não entendia como que ele não tinha sucesso na vida.


Ele já estava com idade avançada e reclamava que todos os seus amigos tinham sucesso e ele não. E ele era o mais inteligente, tinha vários cursos, vários mestrados em áreas totalmente diferentes... a lista de graduações dele parecia um capítulo de um livro. E concluímos que era justamente essa a causa de seu fracasso.


Enquanto ele pulava de uma aventura à outra, os seus amigos “menos inteligentes” tinham apenas uma ou duas boas idéias na vida, mas se concentravam nisso até dar certo. Ele, por outro lado, se encantava a cada momento com algum projeto novo.


O paradoxo de Buridan

O filósofo francês Jean Buridan, no século XIV, já postulava este dilema, que ficou conhecido como o “jumento de Buridan”. Neste paradoxo, um jumento faminto estaria no meio de dois fardos de feno. Se estes dois fardos fossem equidistantes dele e o animal tivesse que decidir, talvez o impasse o faria travar e morrer de fome.


Vamos trazer este paradoxo para o século XXI. Ele não teria apenas dois fardos de feno, teria centenas de fardos competindo por sua atenção. Teria não só os fardos ao vivo, mas fotos de outros milhares de fardos sendo enviados para o seu celular. Como decidir com tantas opções? E, mesmo após decidir, como não se distrair com as milhares de outras opções existentes?


Já que estamos falando de um animal, talvez possamos aprender a ter foco vendo como os felinos caçam. O felino se esconde e observa os animais e decide uma presa específica. Quando decide correr, não interessa quais outros animais existem na manada, o foco é naquela uma presa apenas. Outros podem até passar na sua frente, mas o felino não muda o seu foco. Isto, claro, o felino adulto. Já os filhotes são péssimos caçadores, pois se distraem e mudam o foco com tantas opções disponíveis e acabam sempre com as mãos (ou a boca) vazias.


Culpar as redes sociais ou outros estímulos, é como reclamar que uma manada tem animais demais. O problema não é a distração que vem dos outros, o problema é como você gerencia esta distração constante. O problema não é a existência de comidas doces e gordurosas, o problema é você perder o foco na saúde. O problema não é as pessoas que interrompem você, o problema é você não estabelecer regras.


Como no Oscar, o problema não é você ficar numa sala repleta de celebridades, o problema é você esquecer que seu foco único era o envelope...


Felino adulto e focado, bem-sucedido nas caçadas... ou felino filhote, desastrado e desfocado. Qual dos dois está construindo o seu futuro?


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