Não é porque acabou que não tenha valido a pena


Não é porque acabou que não tenha valido a pena.

Não é porque não existe mais convivência que nada tenha existido antes.

Não é porque o amor se transformou que deixou de existir sentimento.

Não é porque teve dor, que o amor não tenha acontecido.

Não é porque teve feridas, que elas precisam continuar sangrando.

Não é porque não tem mais tanta importância, que nunca tenha sido importante.


Tudo tem o motivo de acontecer, no tempo exato de acontecer.

Tudo tem motivo de se encerrar.


Durou muito ou pouco?

O tempo em si é o de menos, o que mais importa são as experiências que tivemos, as sensações que experimentamos, as memórias que trazemos dentro de nós, de tudo que vivemos.


Foi bom ou ruim?

Pode ter sido bom e pode ter também sido ruim, em situações diferentes. Não precisa ser um OU outro, podem ser as duas coisas.

Pode ter deixado feridas e saudade ao mesmo tempo.

Pode ter deixado dor, aprendizado e amor transmutado.

Um pouco de nós fica no outro e um pouco do outro fica em nós.

Mas qual parte de nós queremos deixar? Qual parte de nós de fato deixamos?

E qual parte do outro que queremos manter em nós?


Olhar para as cicatrizes onde antes existiam feridas abertas e doloridas, nos relembra o quanto já superamos, e mesmo que tenha sido difícil, conseguimos passar.


Superação pode nos mostrar alguma evolução.

Sentir saudade e ao mesmo tempo não querer ter de volta, pode nos mostrar maturidade.

Lembrar de bons momentos e sentir um quentinho no peito, sem a dor do apego é sinal de cura e perdão. É sinal que cessaram as cobranças e vergonhas, e que os nós não mais apertam. É sinal de que os medos, ainda que existam, não mais fazem parte da pessoa que queremos nos tornar (e já estamos começando a perceber).


Nem sempre o novo você cabe no antigo formato de relacionamento e agora é hora de aprender a olhar para si e para a vida com os olhares novos e a perspectiva renovada que esse crescimento favoreceu.


Se vamos voltar a falar com as pessoas de ontem ou nunca mais teremos qualquer notícia sobre elas, não sabemos, mas é fato que a conexão existiu (e que talvez persista) mas isso não quer dizer que a convivência seja necessária.


Esse processo de transformação do relacionamento não é mágico, costuma levar tempo.


As feridas geradas por experiências traumáticas na antiga forma de relacionar-se consigo (e com os outros) precisam parar de sangrar, desinfetar, limpar, receberem cuidados certos para a cura, no tempo adequado (e de cada um), e só então, como um troféu pela conquista árdua, ganhamos as cicatrizes. Nem sempre são visíveis: a maioria delas são invisíveis aos olhos, mas doeram tanto quanto ou até mais do que as que puderam ser vistas pelos olhos.


Saber olhar para os ganhos mais do que para as perdas é um sinal que a cura está acontecendo.

Enxergar o outro também como humano que erra só é possível quando enxergamos a nossa própria humanidade e respeitamos os nossos limites, entendendo que a nossa originalidade pode ser lapidada, mas jamais ser ofensiva a quem quer que seja, a começar por nós mesmos.


Quando nos enxergamos na nossa humanidade, entendemos que não precisa ter um lado certo e o outro errado: pessoas acertaram, pessoas erraram e, no fundo, todos buscamos a mesma coisa que é sermos aceitos, valorizados, amados e felizes.


A desconexão física acontece quando ambos não conseguem mais caminhar juntos, por agora terem objetivos diferentes, e não mais o objetivo em comum que os uniu. A cabeça tenta nos convencer de que sim, queremos a mesma coisa - claro! ninguém gosta de abrir mão dos sonhos, mas sonhos para se tornarem reais e se manterem reais precisam ser vividos diariamente na prática, não apenas na teoria.


Sonhar um mundo lindo e viver de forma oposta nas ações diárias nos mostra apenas o quanto estamos perdidos, e antes de conseguirmos expressar o amor por outro, é preciso se achar e experimentar o amor próprio.


Ninguém se desconecta de uma hora para outra.

Nada termina de uma hora para outra.

Os sinais aparecem de forma muito clara, mesmo que a gente tenha dificuldade ou prefira não enxergar. Os sinais existem e muitas vezes, nem são sutis e discretos, mas nem sempre estamos preparados para vê-los, uma vez que quando isso acontecer, naturalmente nos cobraremos a encará-los.


Quando finalmente abrimos mão de algo e vemos esse algo desaparecer em segundos, é assustador! Nossa cabeça tenta achar motivos para justificar, mas quando estamos estressados mal conseguimos pensar e ficamos cegos, sem conseguir registrar ou lembrar os tantos pedidos de socorro que aconteceram antes, de forma constante e repetidamente.


O fim de uma fase indica também o começo de outra.


É como se a tempestade tivesse chegando ao fim, mas aquele pavor dos tempos de trovoadas continuasse com a gente. Quando vemos que passou, é quase como se ficasse um grande e desconfortável silêncio. É uma forma de luto pela morte dos sonhos e das nossas expectativas. Nesse silêncio, começamos a ouvir a nossa própria voz, reprimida por tantos tempos. Voz fraca e frágil que tenta gritar e é tão desconfortável que muitas vezes buscamos distrações que nos ocupem o suficiente a ponto de evitarmos ouvir o que temos a nos dizer.


E como é assustador ficara em silêncio, se ouvir e perceber o tanto que nos calamos, o tanto que nos machucamos, o tanto que nos ferimos tentando caber em mundos que não mais nos cabiam.


E como é maravilhoso poder, ao mesmo tempo que supera o incômodo de ouvir coisas que preferia deixar de lado, fazer as pazes consigo mesmo, se dar colo, se perdoar, se entender, se permitir ser e expressar mais de si.


Sem vergonha, ou ainda com um pouco de vergonha, fazer as pazes consigo mesmo não é tarefa fácil. É fácil falar, não é fácil fazer especialmente depois de tantos e tantos anos nos dizendo tantas bobagens e justificativas e também ouvindo as barbaridades que os outros nos diziam.


Dias felizes existiram.

Dias tristes existiram.


Houve um tempo em que as pessoas caminharam juntas na mesma direção, de mãos dadas e começaram isso de uma forma muito feliz e cheia de amor. Houve o tempo em que, sem perceberem, soltaram as mãos e a distância cresceu tanto que não foi mais possível se alcançarem novamente. Fins costumam doer. Por mais que se tenha a euforia das novas conquistas e de novas possibilidades, o fim de um sonho é bastante doloroso. Mas não é por acaso. Não é do nada.


Mesmo quando a gente demora e insiste em não enxergar, a vida não desiste nunca de nos trazer sempre o melhor. SEMPRE o melhor, mesmo que o melhor venha disfarçado de um terrível monstro (aos nossos olhos amedrontados). Até quando a gente desiste da gente mesmo, a vida vem e nos pega no colo ou nos dá um esbarrão para que a gente retome o prumo e siga em frente.


Podemos ficar apenas com a dor do fim ou podemos também acolher as mudanças e confiar nos planos da vida e da nossa própria alma. Eventos podem ser ruins, mas o que fazemos com eles é que nos fortalece ou nos enfraquece na nossa caminhada.


Podemos fazer dos novos ciclos um inferno. Mas podemos também honrar as oportunidades e recomeços. As nossas quebras nos colocam em mínimos pedacinhos e nos inspiram a olhar para o que não queremos, podendo criar novas formas de nos organizarmos e nos recompormos para criar o nosso melhor eu, dia após dia.


Esse é o preço a se pagar por não caber mais em espaços que nos apertam, nos podam, nos tolhem, nos calam. Não é na forma externa que não cabemos mais. É na nossa própria casca que precisa quebrar-se para podermos expandir e criar espaços cada vez maiores para nossa própria existência. E isso só acontece quando nos permitimos enxergar e viver novas perspectivas, e expandir nossa consciência.


Junto quem estiver junto.


Longe quem estiver longe.


E a gente, sempre com a gente.


Isso sim é ter motivo para celebrar!




Paula Castro

Quem eu sou?

Desde criança tenho o hábito apreciar a vida em todas as suas manifestações: sejam elas do ambiente (como as flores), sejam elas da natureza humana (uma lágrima, um olhar, o bater do coração). Interessada por muitos aspectos da vida, me formei em Administração de Empresas. Dediquei grande parte da minha carreira profissional aos trabalhos administrativos mais burocráticos, mas sempre dando um jeitinho de colocar um toque especial meu (leve e divertido), um algo a mais que eu sentisse que faria diferença pra mim e pro mundo. Aos poucos a vida me convidou a contribuir de formas ainda mais completas e generosas: lidando com temas mais profundos e desafiadores, que por um bom tempo eu preferi evitar. E foi aceitando os pequenos e grandes desafios de forma leve, que comecei a encarar o maior de todos os mistérios: o autoconhecimento com amor. É quando nos acolhemos de verdade que damos início a um lindo processo de cura. De si e, por consequência, dos outros. "Quem eu sou?" é a pergunta que continuo me fazendo o tempo todo... Agora me conta: quem você é?

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