Como será assumir a própria vulnerabilidade?


Esta pergunta desperta em todos nós, a princípio, um sentimento de que não devemos expor as nossas fraquezas, sob pena de que elas possam ser usadas contra nós. Vem sendo assim em qualquer área da vida de que estivermos falando: talvez a gente não se abra em um relacionamento amoroso por medo do julgamento do outro; no mundo corporativo, tão competitivo, talvez confessar que existem assuntos de que a gente não sabe seja considerado ingenuidade e abra espaço para críticas e conclusões precipitadas sobre nós; talvez seja esse mesmo 'mindset' que vemos no mundo dos esportes quando atletas de todas as idades têm muita dificuldade de assumir seus medos e suas expectativas sob pena de ser visto como fraco ou 'amarelão'.


Mas fica aqui uma outra pergunta: quem nunca passou por situações de dúvida, apreensão e medo em alguma área da vida?


Falo isso com propriedade, pois fui atleta de alto rendimento dos 12 aos 25 anos de idade. Segui todo o caminho desde o pré-mirim até seleções brasileiras e experimentei esse medo em diferentes proporções e desafios, da mesma forma que vi essas e outras dificuldades comportamentais serem vividas por outros jogadores à minha volta.


Assisti a uma palestra de uma influenciadora digital, Andréa Janér, falando sobre os 'highlights' de um evento chamado South by Southwest (SXSW), um conjunto de festivais de cinema, música e tecnologia que acontece toda primavera em Austin, Texas, Estados Unidos. Ela conta que agora, em 2019, aconteceu o encontro mais humanizado dos últimos tempos. Muitos temas e palestras interessantes trouxeram a realidade de algo que é premente no mundo de hoje: a ideia de que a vulnerabilidade, uma vez assumida com sabedoria vem se tornando uma ferramenta poderosa para desenvolver competências e construir relacionamentos colaborativos e verdadeiros.