Carta Aberta: A criminalização do “coach”


Nestes últimos dias li um artigo sobre um pedido ao senado para “não permitir o charlatanismo de muitos autointitulados formados sem diploma válido. Não permitindo propaganda enganosas como: Reprogramação do DNA...etc.”

Como muitos alunos estão perguntando sobre a posição do ICI sobre este assunto, decidi comentar sobre alguns itens.

Primeiramente sobre o texto: como em coaching lidamos com especificidade na comunicação, noto que tem havido confusão de interpretação do texto em si. O que se pede é a criminalização do “coach” ou do “charlatão que se intitula coach sem ter formação apropriada”?

Presumindo que a segunda opção é a correta, então coloco o ICI totalmente de acordo com o pedido. Há alguns anos temos notado a proliferação desenfreada de pessoas sem formação ou com formação em locais desqualificados, que se aventuram a mexer na vida dos outros – sem o menor preparo acadêmico ou ético.

O problema aqui não é o coach, nem mesmo a palavra “quântica” (outra palavra citada), mas o fato destes termos terem sido apropriados por pessoas que não tem noção do que estão fazendo, ou que, recebendo algum conhecimento superficial, já se consideram prontos para “consertar” a vida dos outros.

Como diz um provérbio indígena norte-americano: “o problema não é aquele que não sabe mas sim, é aquele que não sabe, mas acha que sabe.”

Parece que qualquer pessoa hoje que recite 3 ou 4 frases motivacionais se intitula coach, e quando a esquisitice aumenta de intensidade, jogam a palavra “quântica”, para parecer científico. Na verdade, algo como “reprogramação do DNA” não é nem pseudociência, é anti-ciência, de acordo com alguns cientistas. Ouvi uma vez um cientista dos EUA dizer que “ainda bem que não conseguimos reprogramar o DNA de alguém, pois se fosse possível, criaríamos monstros”.

Quem são os não-criminosos? Diferente do que se diz no mercado (que pessoa X ou Y é o primeiro coach do mundo, que coaching veio de práticas esportivas, etc), o processo de Coaching Executivo começou com psicólogos organizacionais que atuavam com executivos. Por outro lado, o Life Coaching começou com um