Como você lida com aquilo que não consegue controlar?

Não deve ser fácil ser técnico da seleção brasileira. Imagine uma vida onde tudo o que você faz e fala é transmitido para o mundo todo, e tem mais de 200 milhões de brasileiros, também todos técnicos de futebol, dando palpites e avaliando seus erros e acertos.


O jogo dura apenas 90 minutos, mas gera horas e horas infindáveis de mesas redondas e análises táticas no país inteiro. Depois de algum tempo, todo mundo começa a emitir sua opinião como se fosse especialista no tema.


Prometo que não serei mais um, pois só faltava um americano dar opinião sobre futebol. Mas além dos chatos que se acham técnicos de futebol, também tem aqueles chatos que vão utilizar os jogos para criar metáforas com a vida e, confesso, não resisti. Faço parte desse segundo grupo.


Assistindo ao jogo Brasil X Suíça, ficou claro que eu estava vendo não apenas um jogo, mas assistindo como as pessoas vivem a vida e reagem à situações. Notei no final que havia dois tipos de comentários recorrentes dos especialistas e dos jogadores, e são estes que vou emprestar para retirar duas lições que talvez interessem a você leitor.



1) “O Brasil acomodou depois que fez o primeiro gol. Diminuiu o volume de jogo”

Esta é uma das reclamações comuns que ouço em empresas. Equipes que acomodam depois que começam a bater a meta, colaboradores que relaxam depois de ter cumprido o mínimo necessário. Profissionais autônomos que respiram aliviados porque alcançaram a renda mínima daquele mês, para depois perder o foco.


O mesmo ocorre na vida pessoal, com alunos que estudam apenas para passar de ano raspando, ou casais que, depois que casam, relaxam e param de investir na melhoria do relacionamento.


Você pode perguntar: mas qual o problema disso, se já garantimos a meta mínima pelo menos?


O problema é se acostumar com essa forma de pensar, onde atingir o mínimo se torna o máximo que alguém está disposto a investir.


O problema é achar que cumprir o mínimo garante a vitória. Empresas perdem mercado, empresários são pegos desprevenidos, economias nacionais entram em turbulência, casamentos terminam, porque alguém achou que estava garantido com o mínimo. Se você se contenta com o mínimo e seu concorrente não, imagina quem tem mais chances de ganhar o jogo?




2) “Foi falta! Foi pênalti! O juiz não deu! De que adianta tecnologia se o juiz não usa?”

O item 1 está conectado com este item 2. Para quem se acomoda logo ao atingir a meta mínima, acaba ficando muito vulnerável pois não tem reserva acumulada para lidar com variáveis inesperadas.


A vida é feita de dois tipos de variáveis - aquelas que não podemos controlar (o juiz, o tempo, a alta do dólar, etc.)e de outras que podemos controlar. A tendência é culpar os outros ou a vontade divina, as condições externas. Como se tudo fosse culpa das variáveis que não podemos controlar.


Na verdade o foco deve ser na nossa parte. Porque? Porque é na nossa parte que temos controle. Quanto melhor fizermos a nossa parte, mais protegidos ficamos contra as variáveis externas.



Como disseram alguns jogadores no final do jogo: Se tivéssemos jogado melhor e feito mais gols, não estaríamos aqui discutindo as decisões do juiz.


No final, foi um grande resultado para a Suíça, pois empatar com o Brasil é uma grande meta que eles alcançaram. Por outro lado, foi um resultado frustrante para o Brasil, porque os jogadores poderiam ter feito mais, considerando o talento acumulado dos jogadores do grupo.


Essa é a grande frustração: saber que você tem capacidade de criar mais, gerar mais, alcançar mais, porém desacelerou no meio do caminho.


E você? Como você reage quando as coisas não acontecem como você gostaria?

Como você reage quando as variáveis externas fogem do seu controle?


E na sua vida? Onde você está se contentando com o mínimo? Onde está desacelerando antes da hora? Onde acha que pode parar porque está garantido? Como pode se proteger para lidar melhor com as variáveis que não controla?


Grandes professores de vida são estes jogadores de futebol...

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