Faça um bom dia!


Me considero uma pessoa muito observadora. Consigo perceber as nuances emocionais e comportamentais das pessoas no geral. E aprecio isso. Coloco atenção no funcionamento dos seres humanos. E fico fascinada! Quanta similaridade e quanta originalidade ao mesmo tempo. Lindo!


Acredito que seja um treino quase natural que tenho feito ao longo de minha vida, na jornada pessoal e profissional voltada ao desenvolvimento humano.


Tudo nessa área é importante para mim! Incrível como artigos, livros ou simples comentários, formais ou informais, me atraem tal qual um imã. Adoro perceber as ações, as falas, as vozes, os tons de voz, as posturas físicas, os trejeitos, as caras, os olhos, as bocas, as mãos, tudo ...


E foi nessa movimento, que me é natural, que observei em uma das minhas viagens internacionais, um hábito curioso de pessoas influentes no seu país, no que se refere ao modo de dizer as coisas, que é o primeiro cumprimento do dia: ‘Tenha um bom dia!’ que foi transformado por essas pessoas em: ‘Faça um bom dia!’.


E aí refleti um pouco sobre ‘Tenha um bom dia!’ Pensei: é um hábito de linguagem comum e corriqueira, que expressa um desejo que é quase um voto de sorte, onde o mundo externo (as coisas, os outros, a política, o país, o mundo) tem uma ação completa sobre o seu próprio ser.


Me deu a impressão de que estarei exposta ao acaso, ao que vier, ao aleatório, quase como um jogo de dados, que pode dar 1 ou 6.